Archive for fevereiro \23\UTC 2009

Iesus

fevereiro 23, 2009
Divino Escultor (by Iva Tai)

Divino Escultor (by Iva Tai)

o meu sorriso às vezes mudo

perante a ti se revela

o chacra cardíaco em luz pela tua conexão
sinto paz

os teus olhos mansos
refletem

a

quietude

de

mil

girassóis

são ensinamentos
que transmutam as verdades do mundo

o invisível é visível
na percepção dos sentidos sutis

tu és fagulha em sabedoria
a guiar-nos os passos
a acolhida que ofereces
é consciência e integralidade
e

luz

podemos

ser…

sei que o “ser” resulta do “estar”

as mãos se dão em cordão de preces
perfumes de rosas
asas consolam a vastidão de aflitos
interagem e amam
a brandura chegando aos segundo das palpitações
são os cantos
que secam as lágrimas do desespero
irmanados trafegam arduamente
promovendo a paz
um todo que ama
e reconhece a tua fidelidade
asas douradas
que afagam o meu coração

Iva Tai

despertar

fevereiro 23, 2009

Virtus (by Iva Tai)

Virtus (by Iva Tai)

intangível

resplandeço na relva

fluem flores e espinhos

leve pluma é meu sentir aguçado

aquece

o

sol

dentro

de

mim

são meus

os olhos do tempo

na retina

as vidas pretéritas

todos os erros e acertos

toda a crença e toda a fé

sou mais

uma

na imensidão anil

no cair do véu material

descampando

outros passos

são surpresas repentinas

que me tomam

a vida continua e sou eterna

Iva Tai

A Arte Espírita frente aos novos tempos

fevereiro 22, 2009
Reencarnação dos Artistas(by Iva Tai)

Reencarnação dos Artistas(by Iva Tai)

Em toda a história da humanidade, é marcante a evidente participação da arte no contexto social, expondo conteúdos crítico ou posturas livres que remetem aos anseios dos artistas. Já na pré-história, esta fora utilizada como instrumento mágico, ajudando o homem a garantir a sobrevivência da raça. Tornando-se a grande aliada da humanidade nas superações de suas limitações físicas, possibilitando a conquista da natureza através de variados artifícios.

Dos povos antigos, é marcante uma arte que comunga com as interpretações do invisível, que os escapavam à compreensão. Na Idade Média, a arte nos reflete as potências latentes do ser espiritual e imortal da época. Com a chegada da Idade Moderna, novos caminhos a orientam e esta resplandecem em liberdade de temas e técnicas. Surge à figura do artista, em sua majestosa veste de núpcias, aproximando o divino celeste à natureza humana.

No caminhar, de todo o processo histórico que nos envolvem, os séculos seguintes resplandecem em luzes de esclarecimento e possibilidades. A liberdade da arte é mãe da criação, a liberdade do artista reflete a postura dos novos tempos, do ser humano que transcende as concepções ditadas pela forças sociais. Ele ousa, ele inova, e assim temos a fagulha potencial da vontade e da ação de se criar novidades.

Os séculos vindouros, reiventam o fazer artístico, os movimentos oriundos das quebras conceituais que surgem no início do século XX, perfazem uma arte que questiona a vida e a própria arte. Das vanguardas, resultam os conceitos referentes ao que denominamos hoje de arte contemporânea, alvo de calorosas discussões a cerca de suas verdades. Essa realidade diz respeito à abrangência e permanência da arte na vida das sociedades, e sua compreensão toca em ponto referente ao refinamento dos gostos, dos costumes e saber artístico.

Em nosso tempo, vive-se uma arte que respira as modernas tecnologias. Que nos propõe experiências e desbloqueios sobre as possibilidades do fazer técnico, nos possibilitando somatórias importantes às práticas resultantes do processo histórico, do qual somos herdeiros.

No contexto contemporâneo, temos variedades de conceitos, são diferenças resultantes da diversidade cultural e liberdade de nossos pensamentos. Alguns respiram poéticas intuitivas e espirituais, outros, respiram pensamentos materialistas e buscas sensoriais. Assim, a arte configura-se em nossas verdades, e por ela, responderemos de acordo com as verdades do infinito. Segundo Kandinsk, “a arte manifestada dentro de conceitos espirituais é a porta voz das verdades e belezas transcendentais. Capaz de levar o homem à reflexão de seus atos e existência, enquanto criatura de Deus. Caminhando em postulados que ignoram a imortalidade da alma, o ser necessita de uma fonte iluminativa.”

Dentre os conceitos filosóficos transcendentais e atuais, a Arte Espírita compromete-se em restaurar os princípios iluminativos na arte. Surge como uma ação que expõe tema de interesses reveladores da existência humana e seus caminhos futuros. Essa postura destes artistas do Cristo, não os faz diferentes dos demais no tocante ao profissionalismo, técnicas ou criatividade. O que os difere, certamente é o compromisso com uma arte que visa indicar caminhos de paz e sentimentos nobres, necessários para o equilíbrio mental do planeta.

O artista espírita não veio negar as contribuições artísticas ao longo dos séculos, este também as utiliza em suas variadas linguagens. Mas seus conceitos, estes sim estão definidos de acordo com a causa que abraçam. Suas criações são frutos de sentimentos trabalhados e posturas renovadas ao longo das existências, em contato com os ensinamentos do Cristo. São assim, percepções da realidade humana que se voltam para além das esferas materiais.

A Arte Espírita, não pretende agir apenas no contexto das casas espíritas, ou ter um seleto público para dialogar. Ela vai além, a todo o coração que se dispor a conhecer suas verdades, simpatizantes ou não. Expondo novas possibilidades conceituais para o fazer artístico. Interagindo com o público, sedento de verdades, ansioso por algo que os desperte para as idéias salutares e integralizastes das potencialidades do espírito humano.

Ao artista espírita, é importante o aprofundamento doutrinário, o conhecimento técnico, histórico e filosófico da arte mundial. O despir de preconceitos relacionados à cultura e o contexto histórico, fatores importantes para a compreensão da diversidade e caminho para se instaurar a fraternidade. Não esquecendo a disciplina e o comprometimento com a causa, evitando cair nas garras do personalismo. Assim, estará preparado para questionamentos e uma atuação eficaz, desenvolvendo múltiplas possibilidades criativas, e aptas ao uso de ferramentas de interação com os novos tempos.

Sobre, a prática artística e sua atuação no Espiritismo, é preciso romper com velhos preconceitos ainda existentes no movimento. Apoiando, orientando e divulgando a Arte Espírita, ajudando-a com o diálogo cristão dentro da arte. Precisamos caminhar por entre as diversidades, com nobre respeito, conscientes que em cada uma delas, a providência divina é atuante. A chave, o caminho para nos libertarmos da ignorância e do egoísmo está no amor, no conhecer da verdade que liberta, no propósito em caminhar no bem. Toda arte de sentimentos nobres, é grande vôo da criação, capaz de atingir-nos profundamente. E nos transforma de tal forma, que verdadeiramente nossa essência passa a ser obra de arte e luz.

Iva Tai