Archive for maio \20\UTC 2009

o livro dos espíritos

maio 20, 2009
o livro dos espíritos (by Iva Tai)

o livro dos espíritos (by Iva Tai)

a obra

em cascatas sutis se revela

a razão desperta em palavras

o livro dos espíritos

tira o véu das faces da vida

oapóstolo-codificador

as perguntas precisas fluindo

as respostas em fontes de luz

o consolo esclarecendo as metáforas

em quatro tomos formado

um tratado da esperança

latente mediúnico francês

disseminado no mundo

um livro de revelações

um sentir de episódio profundo

vitimado pela ignorância

mas um grito que se faz ouvir

não se queimam as verdades do Cristo

saber das causas primárias

das noções da divindade

da criação e elementos do universo

do pulsante principio vital

da vida espiritual e carnal

das intervenções espírito-matéria

da reencarnação e plural existência

dos reinos mineral, vegetal e animal

e nas leis de ordem moral estamos imersos

divina, adoração, trabalho, reprodução, conservação

destruição, sociedade, progresso, igualdade

liberdade, justiça, amor e caridade

das esperanças e consolações nos revela

infeliz em atraso os filhos da ignorância

venturoso em alegrias os filhos do amor

o futuro resulta da ação presente

o livro dos espíritos é arauto

vindo do consolador prometido

em palavras enobrecedoras

de Jesus a verdade que liberta!

Iva Tai

A prática contemporânea em artes visuais no Espiritismo

maio 4, 2009
por nós... (by Iva Tai)

por nós... (by Iva Tai)

O contexto espiritual das artes na atualidade é resultante de um processo histórico da humanidade, que aos longos dos séculos tem sido amparado pelas inspirações e ações de amigos abnegados sobre a égide do Cristo. Apesar de muitos contextos de ignorância, recebemos iluminação e assim nos renovamos pelo avanço de nossas potências espirituais, filosóficas e artísticas. E nossas concepções errôneas e egoísticas vão sendo abandonadas e substituídas por sentimentos humanitários que brotam nos imos da alma, pelo esclarecimento e reconhecimento da divindade além e dentro de nós.
O Espiritismo é dentro deste contexto contemporâneo, um despertar de consciência contínuo. Este surge para uma humanidade que se configura em aprendiz capaz, apta. E no contexto de difusão do consolador, inúmeras transformações, inclusive nas artes, despontam como indicativas de posturas orientadas pelo livre-arbítrio e necessidades do espírito criativo humano.

No campo das artes visuais, temos a grande variedade das formas artísticas, configuradas em naturais, estilizadas ou abstrações do imaginário humano. Numa ação de liberdade do ser consciente e criador, perceptível às fontes inesgotáveis da arte universal. Característica esta presente desde tempos idos.
No entanto, correspondente ao que professam, percebe-se na maioria, o distanciamento do sagrado de outros tempos, de onde se pode afirmar que as filosofias materialistas tenham-na impregnado. O avanço das técnicas científicas e popularidade de filosofias extremante individualistas e atéias passam a conviver com o objeto artístico de forma a influenciá-lo, uma vez que assim ocorre com seus criadores.
Das vanguardas do início do século XX, herdamos um ímpeto de mudança impregnado de medo do futuro, originados em contextos de renovação de preceitos e dores necessárias. Assim, desorientados do divino e da fé no futuro, o artista parte em uma busca insaciável pelo novo que lhe envolve a alma solitária. Separada do espiritual, tal atitude torna-se gangrena dentro da própria arte.
É a arte, ferramenta capaz de experimentar a dualidade das forças antagônicas, de acordo com o uso de seus criadores, esta pode  elevar ou degradar uma sociedade. Ela é a palavra por qual se caracteriza o artista no mundo. E reflete seus ideais humanos, suas crenças, culturas e vôos imaginários, ou percepções pretéritas, guardadas no perispírito. Configurando-se em ação material e espiritual do artista no mundo.
E a arte espírita é apêndice dentro desse contexto infindável, caracterizando-se como mais uma possibilidade do Cristo na renovação, inspiração, educação, conscientização e ação contínua espiritual em tal contexto de conteúdos ávidos por iluminação. A arte espírita é prática que necessita estabelecer diálogo com a contemporaneidade, necessita ser flexível quanto às diferenças da psiques evolutivas atuais, dando condições à abrangência de seus conceitos aos mais diversos corações humanos. Não esquecendo, é claro, da sensibilidade estética necessária, da clareza de postura iluminativa, da liberdade criativa do artista quanto à forma e do conteúdo de cunho de vibrações salutares pertinentes com a doutrina.
Não cabe a produção visual espírita apenas uma estética amarrada no tocante à forma plástica passada, em nenhum momento o codificador, ao dizer que esta dará continuidade à arte cristã, nos dispôs ao propósito de perpetuar nesse tocante. Como se sabe, nos diferentes mundos habitados a arte configura-se em símbolos e formas inimagináveis para nossas consciências, tão habituadas ao contexto das reproduções de nossa natureza humana e falível. Não podemos liquidar com o grande cabedal histórico de avanço das formas artísticas a nós legadas, por notáveis estudiosos e artistas, realmente comprometidos com as causas artísticas de cunho essencial. Assim nos configurando possibilidades de alçarmos vôos vitoriosos para a integralidade de nosso ser. É notável, por exemplo, as verdades espirituais deixadas por Kandinsk em seu livro “Do Espiritual na Arte”. E as buscas no campo visual questionador e comprometido da arte social atual. Entre tantos outros exemplos que poderiam ser citados, uma vez que a espiritualidade maior orienta os caminhos dos artistas a milênios.
O que nos cabe nesse contexto de consolidação da arte espírita, é receber o espírito inventivo do artista espírita, destituídos de preconceitos. Que geralmente, são oriundos da ausência de estudos esclarecedores sobre arte e sobre a doutrina, da falta de contato com atividades e idéias evolutivas necessárias nesta caminhada contemporânea.

Iva Tai

substratos de mim

maio 4, 2009

imagem: autor desconhecido

em espírito me inclino para os teus olhos

o coração diáfano na ponte de luz

em momentos como estes eu transpiro alegrias

estudo e fé

pujança de minha vontade latente

da larva que alimenta as asas

e transpira a fraternidade do consolador

sendo assim uma vontade permanente nas flores

Iva Tai