A prática contemporânea em artes visuais no Espiritismo

por nós... (by Iva Tai)

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O contexto espiritual das artes na atualidade é resultante de um processo histórico da humanidade, que aos longos dos séculos tem sido amparado pelas inspirações e ações de amigos abnegados sobre a égide do Cristo. Apesar de muitos contextos de ignorância, recebemos iluminação e assim nos renovamos pelo avanço de nossas potências espirituais, filosóficas e artísticas. E nossas concepções errôneas e egoísticas vão sendo abandonadas e substituídas por sentimentos humanitários que brotam nos imos da alma, pelo esclarecimento e reconhecimento da divindade além e dentro de nós.
O Espiritismo é dentro deste contexto contemporâneo, um despertar de consciência contínuo. Este surge para uma humanidade que se configura em aprendiz capaz, apta. E no contexto de difusão do consolador, inúmeras transformações, inclusive nas artes, despontam como indicativas de posturas orientadas pelo livre-arbítrio e necessidades do espírito criativo humano.

No campo das artes visuais, temos a grande variedade das formas artísticas, configuradas em naturais, estilizadas ou abstrações do imaginário humano. Numa ação de liberdade do ser consciente e criador, perceptível às fontes inesgotáveis da arte universal. Característica esta presente desde tempos idos.
No entanto, correspondente ao que professam, percebe-se na maioria, o distanciamento do sagrado de outros tempos, de onde se pode afirmar que as filosofias materialistas tenham-na impregnado. O avanço das técnicas científicas e popularidade de filosofias extremante individualistas e atéias passam a conviver com o objeto artístico de forma a influenciá-lo, uma vez que assim ocorre com seus criadores.
Das vanguardas do início do século XX, herdamos um ímpeto de mudança impregnado de medo do futuro, originados em contextos de renovação de preceitos e dores necessárias. Assim, desorientados do divino e da fé no futuro, o artista parte em uma busca insaciável pelo novo que lhe envolve a alma solitária. Separada do espiritual, tal atitude torna-se gangrena dentro da própria arte.
É a arte, ferramenta capaz de experimentar a dualidade das forças antagônicas, de acordo com o uso de seus criadores, esta pode  elevar ou degradar uma sociedade. Ela é a palavra por qual se caracteriza o artista no mundo. E reflete seus ideais humanos, suas crenças, culturas e vôos imaginários, ou percepções pretéritas, guardadas no perispírito. Configurando-se em ação material e espiritual do artista no mundo.
E a arte espírita é apêndice dentro desse contexto infindável, caracterizando-se como mais uma possibilidade do Cristo na renovação, inspiração, educação, conscientização e ação contínua espiritual em tal contexto de conteúdos ávidos por iluminação. A arte espírita é prática que necessita estabelecer diálogo com a contemporaneidade, necessita ser flexível quanto às diferenças da psiques evolutivas atuais, dando condições à abrangência de seus conceitos aos mais diversos corações humanos. Não esquecendo, é claro, da sensibilidade estética necessária, da clareza de postura iluminativa, da liberdade criativa do artista quanto à forma e do conteúdo de cunho de vibrações salutares pertinentes com a doutrina.
Não cabe a produção visual espírita apenas uma estética amarrada no tocante à forma plástica passada, em nenhum momento o codificador, ao dizer que esta dará continuidade à arte cristã, nos dispôs ao propósito de perpetuar nesse tocante. Como se sabe, nos diferentes mundos habitados a arte configura-se em símbolos e formas inimagináveis para nossas consciências, tão habituadas ao contexto das reproduções de nossa natureza humana e falível. Não podemos liquidar com o grande cabedal histórico de avanço das formas artísticas a nós legadas, por notáveis estudiosos e artistas, realmente comprometidos com as causas artísticas de cunho essencial. Assim nos configurando possibilidades de alçarmos vôos vitoriosos para a integralidade de nosso ser. É notável, por exemplo, as verdades espirituais deixadas por Kandinsk em seu livro “Do Espiritual na Arte”. E as buscas no campo visual questionador e comprometido da arte social atual. Entre tantos outros exemplos que poderiam ser citados, uma vez que a espiritualidade maior orienta os caminhos dos artistas a milênios.
O que nos cabe nesse contexto de consolidação da arte espírita, é receber o espírito inventivo do artista espírita, destituídos de preconceitos. Que geralmente, são oriundos da ausência de estudos esclarecedores sobre arte e sobre a doutrina, da falta de contato com atividades e idéias evolutivas necessárias nesta caminhada contemporânea.

Iva Tai

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